A avaliação diagnóstica é realizada por equipe interdisciplinar, constituída por profissionais das áreas:
Após a avaliação com todos os profissionais, os resultados são discutidos em reunião clínica, com toda a equipe, para conclusão diagnóstica e elaboração do plano terapêutico. Há elaboração de um relatório conjunto, que é entregue e discutido com os pais na sessão de devolutiva, realizada com os profissionais considerados mais representativos para o caso. A depender da especificidade do caso, ou da opção dos pais, a avaliação pode ser realizada com um, dois ou três profissionais.
Há muito se sabe sobre a importância do diagnóstico precoce para o prognóstico da criança. Isso porque o desenvolvimento cerebral na fase inicial está relacionado com maiores chances de plasticidade cerebral e, consequentemente, há maior possibilidade de superação (ou minimização) de muitos transtornos do desenvolvimento. Com base no exposto, temos como objetivos identificar fatores de risco para transtornos do neurodesenvolvimento, acompanhar o desenvolvimento da criança, orientar a família em relação à estimulação no contexto familiar e escolar e verificar a necessidade de intervenção terapêutica.
No INTER.ATUA, a intervenção é feita por meio de plano terapêutico individual, desenvolvido a partir da avaliação diagnóstica, com a participação do(s) profissional(ais) envolvido(s). Este plano é elaborado levando-se em consideração os diferentes contextos do qual a criança/adolescente faz parte. Assim, há participação ativa de outros profissionais que a atendem, bem como de pais e educadores. A interação com a escola é regular e as orientações aos pais são rotineiras. O objetivo principal do nosso processo interventivo é auxiliar a criança a atingir o máximo de suas potencialidades, independente das dificuldades que apresenta. No curso do processo interventivo, são feitas reavaliações e readequações nas condutas terapêuticas.
No INTER.ATUA a intervenção de crianças com TEA é feita com base em evidências científicas, sendo norteada pela abordagem comportamental (também denominado de análise do comportamento). O entendimento desta abordagem requer a compreensão de que a Psicologia tem vários pressupostos filosóficos e epistemológicos que fundamentam a sua atuação. Dentre estes pressupostos, destaca-se o Behaviorismo Radical, filosofia que dá suporte às ciências do comportamento. Esta ciência, por sua vez, engloba a análise experimental (vertente empírica) e a análise aplicada do comportamento, também conhecida como ABA (Applied Behavior Analysis).
O objetivo principal da ABA é administrar os recursos de intervenção social em variados contextos (clínicas, escolas, instituições, empresas, etc.). No Brasil, a ABA é conduta exclusiva do psicólogo, sendo este o profissional responsável pelo processo psicoterapêutico e pela supervisão da equipe interdisciplinar que atua com TEA nesta abordagem. Outros profissionais (tais como fonoaudiólogos, psicopedagogos e terapeutas ocupacionais) atuam no desenvolvimento de habilidades específicas de suas respectivas áreas (comunicação, linguagem, alimentação, aprendizagem, alfabetização, integração sensorial), tendo como suporte a orientação e supervisão do Psicólogo na conduta e análise comportamental.
No que tange aos programas para crianças com TEA baseados em ABA, no Brasil estes se valem principalmente das experiências desenvolvidas em outros países, assim como em estudos científicos que apontam a importância dos mesmos para essa população. Tais programas normalmente englobam contingências naturais, estratégias comportamentais variadas para ensinar habilidades esperadas para o neurodesenvolvimento (Schreibman, Dawson et al, 2015).
Tendo em vista que indivíduos com TEA possuem alta variabilidade na apresentação dos sintomas e no nível de severidade dos mesmos (o que determina a sua definição como espectro), o trabalho terapêutico requer uma avaliação prévia, que investigue as diferentes áreas do desenvolvimento e direcione a elaboração do plano terapêutico individual. Embora os atendimentos sejam realizados individualmente por cada profissional, o plano terapêutico é elaborado em equipe, com definição conjunta dos objetivos e metas, com participação ativa da família. Demandas mais específicas, comuns nos quadros de TEA, tais como Comunicação Suplementar Alternativa (CSA), seletividade alimentar e adaptação pedagógica/ curricular também são discutidas durante a elaboração do plano terapêutico individual. No curso da intervenção, são realizadas reavaliações para investigar se as condutas e as estratégias terapêuticas estão adequadas e efetivas, e para o estabelecimento de novos objetivos e metas, de acordo com as novas necessidades.
Nosso plano terapêutico é embasado na abordagem de análise aplicada do comportamento e nas ciências do desenvolvimento, com intervenção naturalística desenvolvimentista comportamental.
A equipe possui profissionais aptos a dar supervisão nas áreas:
Instituições interessadas na formação de seus profissionais podem entrar em contato com a Coordenação do Inter.atua ([email protected]), a fim de solicitar projeto individualizado.
A equipe possui pessoal capacitado e experiente em temas variados, tais como aprendizagem, cognição, comunicação, motricidade, linguagem, neurodesenvolvimento, comportamento e socialização (diagnóstico, intervenção e manejo da problemática em diferentes contextos).
O INTER.ATUA possui tutor para treinamento em COGMED (Dr. Ricardo Franco de Lima). Para maiores informações sobre o COGMED acesse http://www.cogmed.com.br/quero-fazer
Também possui tutora (Dra. Sônia das Dores Rodrigues) para treinamento de habilidade matemática por meio do Dybuster Calcularis (para crianças de 7 a 13 anos). Para maiores informações sobre o programa acesse www.calcularis.com.br.
Para informações sobre procedimentos em contato com [email protected]
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